A governadora Raquel Lyra tem enfatizado que a reorganização das finanças estaduais foi essencial para fortalecer sua estratégia e reforçar sua aposta na aprovação de empréstimos. Segundo ela, os ajustes fiscais implementados permitiram criar um ambiente mais seguro para buscar capital externo sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas. Essa visão sustenta todo o argumento de que o momento é propício para operações de crédito que possibilitem investimentos estruturais.
Em suas declarações, a governadora afirma que a reorganização financeira não foi apenas uma medida técnica, mas uma preparação estratégica para facilitar novas operações de crédito. Ela argumenta que, com um orçamento mais equilibrado, o estado está mais preparado para honrar compromissos futuros e aproveitar oportunidades de investimento, o que fortalece a confiança de instituições financeiras para liberar empréstimos em condições mais favoráveis.
Além disso, a governadora ressalta que nem todos os projetos desse novo ciclo de recursos dependem exclusivamente da aprovação dos empréstimos. Parte dos recursos solicitados tem como destino obras de infraestrutura, saúde, educação e transporte — áreas cruciais para o desenvolvimento estadual. Ou seja, a operação de crédito é vista como alavanca para acelerar projetos prioritários, com impacto direto no bem-estar da população.
No entanto, essa aposta na aprovação de empréstimos não tem sido isenta de críticas. Parlamentares oposicionistas questionam se os recursos serão de fato aplicados conforme o prometido ou se parte será destinada a outras frentes. Também levantam preocupações sobre a transparência no uso dos valores captados e a real capacidade do Estado de honrar essas novas dívidas sem comprometer serviços públicos essenciais.
Do lado da base governista, a governadora e seus aliados defendem que a reorganização fiscal é prova de maturidade administrativa e responsabilidade. Eles sustentam que o pedido de crédito não é uma gambiarra, mas sim uma ferramenta planejada para investir em infraestrutura e desenvolvimento sustentável. Essa narrativa busca convencer tanto os parlamentares quanto a população de que a operação é legítima e necessária para cumprir metas mais ambiciosas.
Enquanto isso, a Assembleia Legislativa discute com atenção as condições dos empréstimos. Há articulações para garantir mecanismos de controle que evitem abusos, assim como cláusulas contratuais que protejam o estado caso as taxas de juros subam ou haja imprevistos econômicos. Essa preocupação reflete a complexidade de negociar crédito público: não basta apenas aprovar, é preciso garantir que a operação seja adequada e vantajosa para o Estado a longo prazo.
Para a governadora, a reorganização das contas foi a peça-chave que permite sustentar sua aposta. Sem esse equilíbrio, segundo seu discurso, não seria possível buscar empréstimos em termos favoráveis, nem justificar para a população que a dívida adicional virá acompanhada de retorno em melhorias concretas. Essa lógica reforça a imagem de um governo que planeja, governa com responsabilidade e mira o crescimento sustentável.
Se a aprovação desses empréstimos ocorrer conforme o planejado, a governadora espera inaugurar uma nova fase para o Estado — uma fase de investimentos mais amplos, obras mais ousadas e maior capacidade de atrair parcerias. A reorganização financeira, portanto, não é vista como fim, mas como meio para desbloquear uma agenda mais ambiciosa para o futuro.
Autor: Brian Woods