Conforme explica o fundador Ian Cunha, montar times que resolvem é mais do que contratar bons profissionais, é alinhar propósito, clareza de papéis e ritmo de execução. Muitas empresas reúnem pessoas competentes e, ainda assim, enfrentam paralisia. O motivo raramente está na capacidade técnica; está no desenho.
Quando papéis se sobrepõem, decisões se confundem e responsabilidades se dispersam, o esforço se multiplica sem que o progresso acompanhe. Se você quer um time que entrega com previsibilidade e pensa como dono, siga a leitura e entenda como a estrutura certa transforma talento em resultado.
Estrutura que pensa: A lógica de times que resolvem
Um time que resolve é aquele que sabe o que precisa fazer e por que precisa fazer. Parece simples, mas, na prática, poucos grupos operam com esse nível de clareza. O ruído começa quando metas são genéricas, indicadores não têm dono e prioridades mudam por humor ou por pressão.

Para o empresário serial Ian Cunha, a clareza de papéis é a base da eficiência. Ela evita microgestão, reduz retrabalho e cria responsabilidade distribuída. Cada membro precisa entender o que é esperado, o que é negociável e o que é inegociável. Dessa forma, o grupo aprende a decidir sem depender de supervisão constante, e o líder passa de controlador a direcionador.
Papéis bem definidos: Fronteiras que aumentam autonomia
Papéis bem desenhados não engessam; libertam. Quando todos sabem seus limites e suas entregas, o time se torna autossuficiente dentro do próprio espaço de decisão. Isso exige definir três pontos: escopo, resultado e interdependência. O escopo define o que pertence a cada cadeira. O resultado define o que comprova o sucesso daquela função. A interdependência define onde o trabalho se conecta com o restante do sistema.
Na visão do fundador Ian Cunha, clareza de papéis não é só organograma, é pacto de execução. Quando as pessoas entendem os impactos cruzados de suas decisões, o diálogo substitui o conflito. O grupo deixa de competir por espaço e passa a competir por resultado.
Ritmo e cadência: O relógio interno dos times que entregam
Times que resolvem têm cadência. Eles sabem o que fazer, quando revisar e quando acelerar. O erro mais comum é confundir velocidade com pressa. Cadência é ritmo constante, que mantém tração sem gerar desgaste. A ausência de cadência cria recomeços e gera exaustão.
Como elucida o CEO Ian Cunha, ritmo não é só cronograma, é sincronização. Quando a liderança estabelece marcos regulares e ciclos curtos de aprendizado, a equipe ganha previsibilidade. Com o tempo, o hábito de revisar o próprio desempenho se consolida, e o time passa a se autoajustar, sem depender de vigilância.
Comunicação que sustenta resolução: Menos ruído, mais contexto
Times que resolvem não falam mais, comunicam melhor. A diferença está em substituir volume por qualidade de contexto. Reuniões curtas e bem preparadas, alinhamentos objetivos e feedback direto criam clareza e reduzem mal-entendidos.
No entendimento de Ian Cunha, superintendente geral, a comunicação de um time eficaz é orientada por decisões, não por opiniões. Isso muda a natureza das conversas: as trocas deixam de ser defensivas e passam a ser produtivas. O time não discute quem tem razão, mas qual escolha faz mais sentido para o objetivo comum.
Cultura de entrega: O traço que diferencia times que resolvem
Por fim, o que sustenta um time que resolve é o comportamento coletivo diante dos desafios. Quando o grupo assume responsabilidade integral pelo resultado, os problemas deixam de ser de alguém e passam a ser nossos. Essa mentalidade transforma coordenação em colaboração.
Times fortes não nascem da ausência de conflito, mas da presença de direção e confiança. Diante do exposto, montar times que resolvem é alinhar papéis, ritmo e propósito de modo que a execução se torne previsível e o crescimento, sustentável.
Autor: Brian Woods